Palestina: a terra sempre dividida

A violência da região foi fomentada devido ao comportamento humano desde o passado lonqínquo

Por Morgana Gomes | Adaptação web Renê Saba

Desde a Antiguidade, a Palestina, nome dado aos romanos à Terra dos Filisteus, região do Oriente Próximo, impropriamente chamado de Oriente Médio, que fica ao sul do Líbano e ao nordeste da Península do Sinai, entre o Mar Mediterrâneo e o vale do Rio Jordão, por compor um corredor natural entre a Ásia e a África, que sempre foi considerado ideal para a passagem de exércitos, sofreu sucessivas dominações estrangeiras pelos mais variados povos.

Rumo à democracia: o papel de João Figueiredo

Em meados do século 15 a.C., por exemplo, a região foi conquistada pelo faraó Tutmósis III, que a perdeu antes do término da 18ª Dinastia. Pouco depois, ela foi reconquistada por Seti I e por Ramsés II. Já no final do século 13 a.C., após atacar o Egito Antigo que já mostrava sinais de declínio, os chamados Povos do Mar também a invadiram. Depois, por volta de 1200 a.C., ela ainda foi tomada pelos hebreus ou israelitas (que mais tarde passaram a ser chamados de judeus) que haviam se retirado do Egito.

Em meio a tudo isso, ainda havia osfilisteus que ocuparam a costa palestina, onde construíram pequenas cidades. Porém, quando as tribos hebraicas, lideradas por Josué bíblico, instauraram-se no interior da região, surgiram as guerras que posicionaram os dois grupos um contra o outro. A partir daí, as tribos hebraicas se uniram para formar uma monarquia. Embora Saul tenha sido o primeiro rei, foi David, seu sucessor, que, no início do século 1º a.C., derrotou os filisteus e fixou a capital do reino hebraico em Jerusalém. Pouco depois, quando Salomão, filho e sucessor de David morreu, a região se dividiu em duas partes: ao norte, apareceu o reino de Israel, cuja capital era Samaria, e a sul, o reino de Judá, com capital em Jerusalém.

O que é a raça pura do governo nazista?

Apesar dessa divisão, com raras exceções, nunca houve paz na região que foi dominada por outros povos proeminentes, como os assírios por volta de 722 a.C.; os babilônios, cujo rei Nabucodonosor tomou Jerusalém em 587 a.C., fato que marcou o início do processo de diáspora de parte da população judaica; os persas aquemênidas em 539 a.C.; e os greco-macedônicos que, ao tomarem a região em 331 a.C., permaneceram no poder até o ano de 63 a.C., período em que sobreveio o domínio romano que, entre 66 d.C. e 70 d.C. e, logo depois, entre 133 d.C. e 135 d.C., teve que enfrentar, por duas vezes, a rebelião dos judeus que haviam permanecido na Palestina.

Amante ou assassina? Saiba quem foi Ilona Marita Lorenz

Na primeira revolta, o general Tito, que mais tarde tornou-se imperador, arrasou o Templo de Jerusalém, do qual restou apenas o Muro das Lamentações. Na segunda, enquanto a Judeia era incorporada à nova Síria Palestina, o imperador Adriano, além de intensificar a diáspora, proibiu os judeus de viver em Jerusalém, que foi rebatizada de Colônia Élia Capitólia. Nessa época, muitos israelitas já começaram a se espalhar pelo Império Romano. Porém, alguns grupos preferiram emigrar para regiões que não estavam sob o poder de Roma, caso da Mesopotâmia e de outros lugares do Oriente Médio. A Palestina, então, passou a ser ocupada por populações helenísticas romanizadas, que tiveram que conviver com algumas comunidades judaicas que se recusaram a sair da região.

Para ler mais, garanta a revista Leituras da História Ed. 115 nas bancas ou clicando aqui!