Cientistas encontram estrela morta que “engole” corpos celestes

Telescópios ajudaram pesquisadores a detectarem um sistema estrelar no qual uma anã branca, em sua última fase de vida, “engole” restos de pelo menos um planeta rochoso

Foto: Warwick / Divulgação

Imagens do telescópio espacial Kepler e outros observatórios terrestres ajudaram pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, a detectarem um sistema estrelar no qual uma anã branca, em sua última fase de vida, “engole” restos de pelo menos um planeta rochoso com composição química parecida com a da Terra e outros corpos celestes, que ainda orbitam ao seu redor, devido à alta radiação e a força da gravidade.

A movimentação dos objetos já bloqueia 40% da luz emitida pela anã branca que, por sua vez, apresenta um disco de partículas de elementos pesados como magnésio, alumínio, cálcio, ferro e níquel. Os cientistas dizem que esse pó foi gerado no último milhão de anos por choques entre corpos rochosos de pequeno tamanho, em um cenário semelhante ao que ocorrerá com o sistema solar em um futuro distante, quando esgotar todo o combustível do nosso Sol (na imagem, concepção artística da estrela WD 1145-017, “engolindo” os corpos que a orbitam).

Revista Leituras da História | Ed. 90